Eu sou o
Demõnio, o Diabo, Nemesis, o Adversário, Yokai.
Pode me dar
o nome que quiser, não fará diferença, por que eu atendo pelo seu medo, sua
culpa, sua tristeza, seus desejos, sua
dor.
Muito sdizem
que estou derrotado e escondido, mas não é verdade. Tenho bilhões de
seguidores, embora eles achem que sigam outras entidades.
Eu os faço
acreditar que algo é proibido, ou não natural; para em seguida fazê-los agir
contra suas crenças, e se sentirem culpados. Querem um exemplo? Ponho palasvras
na boca dum sacerdote, proibindo que se tenha sexo fora do casamento. Para em
seguida espalhar homens e mulheres de corpo perfeito e desinibidos pelas
vizinhanças. Se alguém cair em tentação, se sentira culpado, terá medo e se
auto destruirá, ou a sua família. Se não ceder ao desejo, se sentirá mal, culpado e com medo do mesmo
modo.
É disto que
me alimento.
Faço as
pessoas negarem sua natureza promíscua e preguiçosa, depois as faço serem
promíscuas e preguiçosas sem limite, tudo para se sentirem culpadas e com medo.
É disto que
me alimento.
Faço as
pessoas acreditarem que são boas e fraternas, para que quando sua natureza
selvagem venha à tona, se sintam culpadas e com medo.
É disto que
me alimento.
Crio as
religiões bizarras para matar minha curiosidade de até onde vai a credulidade
humana.
Coloco
leis e regras absurdas nas mentes dos
legisladores e as faço serem aprovadas no plenário, para tortura das massas que
não se adéquam a lei. Elas então sentem medo.
É disto que
me alimento.
Muitos acham
que eu não existo, que sou só uma criação da mente de fracos. Eles estão
certos, pois não existo fisicamente. Sou apenas uma alma que se alimenta do
medo. E sempre há o que temer. Demônios, bruxas, trolls, bicho-papão, vírus de
computador, outras pessoas, tudo. Para tudo há um medo e de tudo eu posso me
alimentar.
Alguns dizem
que há uma outra criatura, que espalha o bem e a ordem, e acaba com o medo. Mas
nunca a encontrei. Mesmo que ela exista, não faz dierença, posso fazer todos
temerem esta criatura com todo o seu ser, e assim eu me alimetarei.
Só há uma
chance de lidar comigo, a obliteração total da humanidade, com um recomeço do
zero. Mas não creio que isto irá acontecer de modo súbito.
Mesmo que
aconteça, os novos habitantes do planeta terão seus próprios medos.
Daí eu
voltarei, e me alimentarei.
De novo.