sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Eu sou o demonio.


Eu sou o Demõnio, o Diabo, Nemesis, o Adversário, Yokai.
Pode me dar o nome que quiser, não fará diferença, por que eu atendo pelo seu medo, sua culpa,  sua tristeza, seus desejos, sua dor.
Muito sdizem que estou derrotado e escondido, mas não é verdade. Tenho bilhões de seguidores, embora eles achem que sigam outras entidades.
Eu os faço acreditar que algo é proibido, ou não natural; para em seguida fazê-los agir contra suas crenças, e se sentirem culpados. Querem um exemplo? Ponho palasvras na boca dum sacerdote, proibindo que se tenha sexo fora do casamento. Para em seguida espalhar homens e mulheres de corpo perfeito e desinibidos pelas vizinhanças. Se alguém cair em tentação, se sentira culpado, terá medo e se auto destruirá, ou a sua família. Se não ceder ao desejo,  se sentirá mal, culpado e com medo do mesmo modo.
É disto que me alimento.
Faço as pessoas negarem sua natureza promíscua e preguiçosa, depois as faço serem promíscuas e preguiçosas sem limite, tudo para se sentirem culpadas e com medo.
É disto que me alimento.
Faço as pessoas acreditarem que são boas e fraternas, para que quando sua natureza selvagem venha à tona, se sintam culpadas e com medo.
É disto que me alimento.
Crio as religiões bizarras para matar minha curiosidade de até onde vai a credulidade humana.
Coloco leis  e regras absurdas nas mentes dos legisladores e as faço serem aprovadas no plenário, para tortura das massas que não se adéquam a lei. Elas então sentem medo.
É disto que me alimento.
Muitos acham que eu não existo, que sou só uma criação da mente de fracos. Eles estão certos, pois não existo fisicamente. Sou apenas uma alma que se alimenta do medo. E sempre há o que temer. Demônios, bruxas, trolls, bicho-papão, vírus de computador, outras pessoas, tudo. Para tudo há um medo e de tudo eu posso me alimentar.
Alguns dizem que há uma outra criatura, que espalha o bem e a ordem, e acaba com o medo. Mas nunca a encontrei. Mesmo que ela exista, não faz dierença, posso fazer todos temerem esta criatura com todo o seu ser, e assim eu me alimetarei.
Só há uma chance de lidar comigo, a obliteração total da humanidade, com um recomeço do zero. Mas não creio que isto irá acontecer de modo súbito.
Mesmo que aconteça, os novos habitantes do planeta terão seus próprios medos.
Daí eu voltarei, e me alimentarei.

De novo.

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