sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Os cinco coelhinhos; história 2

Os cincos coelhinhos: quando a cantora ficou sem voz.
A Cantora tinha feito muito sucesso, cantava várias vezes por semana. O povo fazia a maior algazarra na platéia. Todos ficavam extasiados, maluquinhos mesmo. Todos estavam felizes, principalmente o empresário ganancioso da coelha.
Mas a cantora estava ficando irritada, não comia nem dormia direito. Gritava com qualquer pessoa que chegava perto dela. Num show de sexta feira ela não tinha comido nada o dia inteiro, nem dormira. Estava visivelmente cansada, e quando chegou a hora foi para o palco.
Mas ela não conseguiu cantar! Nenhuma voz saiu de sua garganta! Tentou de novo, e não conseguiu. Bateu um gelo na barriga e Cantora entrou em pânico. Tentou uma última vez, e como a voz não saiu, correu para o camarim.
O empresário ganancioso a empurrou de volta para o palco.
- Não quero saber se está sem voz, a gente põe uma gravação e está tudo bem.
Mas a cantora nunca tinha uma gravação consigo, sempre fizera seus shows na base do improviso e habilidade. Sem forças e com medo, deixou-se levar até o palco, onde ficou como uma estátua.
Não demorou para o público perceber que tinha algo errado, e começar a reclamar. Logo estavam jogando coisas (tomates e alfaces, ninguém sabe de onde).
A Cantora saiu correndo para casa e se jogou embaixo das cobertas. Não queria conversar com ninguém.
Os paparazzi chegaram aos montes na casa dos cinco coelhinhos, o forte e o rápido tentavam espantar os repórteres, sem conseguir.  Até que o esperto soltou umas bombinhas e todo mundo saiu correndo achando que fossem tiros.
Foi chamado tudo quanto foi tipo de médico, de barriga, de dente, de garganta, olho, dos ossos, nada funcionou, a Cantora continuava muda. Então resolveram chamar um doutor da cabeça, um psicólogo.
Então ele teve uma idéia ótima. Mandou a Cantora para um mosteiro onde os monges haviam feito  voto de silêncio. Ela ficaria meses sem falar com ninguém.
E assim foi, ela ficou lá muito tempo, sem falar nada com ninguém. Os monges comiam em silêncio, faziam a limpeza em silêncio, cuidavam da horta e dos animais sem dizer uma palavra. Se comunicavam apenas em  linguagem de sinais, e mesmo quando alguém se machucava, faziam o máximo para não gritar e xingar.
A Cantora  ficou bastante tempo por lá e até esqueceu do mundo lá fora, das músicas, dos compromissos, dos fãs e tudo o mais. Um dia ela chutou uma pedra que servia para segurar a porta  e doeu muito,muito mesmo!
- Ai! Ui! Ai! Ui! Como dói, como dói.
Então ela percebeu que estava falando! Não só falando, como gritando bem alto! Tão alto que estava incomodando os monges.
A Cantora saiu correndo pelos corredores do mosteiro, gritando de alegria. Até a dor no pé ela esqueceu, de tão alegre. Saiu beijando todos no caminho e cantarolando. Os monges pediam para ela ficar em silencio, mas não adiantava nada.
Logo depois ela saiu do mosteiro e voltou à vida de shows, mas agora com amis moderação;cantava apenas três vezes por semana e relaxava bem nos outros dias. Chegou mesmo a fazer um shou para seus amigos do mosterio, que não aplaudiram, mas acenaram com um vigor nunca visto.

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